A Agência Europeia do Medicamento (EMA) lançou o seu relatório anual acerca da venda de antibióticos na EU e EEE, que mostra uma diminuição global nas vendas, o que leva a crer numa utilização mais responsável destes fármacos por parte dos Estados-Membros.
Este relatório, publicado no passado mês de Outubro, revela, como referido anteriormente, uma quebra acentuada nos valores faturados com a venda de antimicrobianos, o que possivelmente provem das medidas adotadas pelos países da EU, tais como “campanhas de uso responsável, uma maior consciencialização da ameaça que são as resistências antimicrobianas, restrições na utilização e metas e alterações demográficas nos animais”.
Ao observar-se esta quebra substancial nas vendas nos países Estados-membros, espera-se que isto seja um indicador de uma potencial diminuição também noutros países fora da EU.
O relatório anual é o resultado concreto do projeto ESVAC (European Surveillance of Veterinary Antimicrobial Consumption), que surgiu na sequência de um pedido da Comissão Europeia à EMA para que houvesse uma partilha e comunicação dos dados acerca da utilização destes fármacos em animais nos países da EU e do EEE. O projeto ESVAC teve início em Abril de 2010, quando os países envolvidos começaram a submeter informação referente à quantidade de medicamentos antibióticos vendidos.
Para o relatório publicado agora, 28 países da EU e 1 do EEE comunicaram os dados obtidos através dos seus distribuidores por grosso de medicamentos veterinários (DGMV), titulares de autorização de introdução no mercado, farmácias, fábricas de alimentos compostos para animais e prescrições por médicos veterinários à ESVAC. Os resultados portugueses basearam-se “na informação disponibilizada pelos DGMV autorizados que transacionaram medicamentos veterinários contendo antibióticos na sua composição”.
Em relação a Portugal, e considerando a implementação do PANRUAA, em 2014, a informação recolhida nesse ano será utilizada para ajustar as medidas já adotadas em relação à utilização de fármacos antimicrobianos. Estes dados servirão de base para definir a “estratégia a implementar nos próximos anos, quer a nível legislativo, onde poderão surgir limitações no uso de determinados antibióticos, quer no que respeita a outros fatores que se considerem pertinentes introduzir”.
Pode consultar o relatório completo através do seguinte link:
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