Durante a crise de Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), Portugal criou o Sistema de Recolha de Cadáveres de Animais Mortos na Exploração (SIRCA), para permitir a despistagem de casos e garantir a erradicação da doença.
“A ideia inicial era aproveitar a recolha de cadáveres de bovinos que ocorriam nas explorações para os testar porque estávamos no meio de uma crise: a crise das vacas loucas. O país estava embargado comercialmente. Foi uma decisão da Comissão Europeia e tínhamos de demonstrar que os animais que morriam no campo não morriam de BSE. Só vimos uma maneira de o fazer: recolher esses animais e testar os cadáveres”, explica Fernando Bernardo, diretor-geral da Direção de Alimentação e Veterinária (DGAV).
Portugal é agora classificado como uma região de “risco negligenciável”, pela União Europeia (UE) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), no entanto gasta 12 milhões de euros por ano no SIRCA.
Para reduzir as despesas do sistema, o Governo deverá alterar a lei, sendo que os produtores de animais vão poder voltar a enterrar os animais em zonas remotas e de montanha.
O novo decreto-lei sobre o SIRCA deverá ser aprovado brevemente.