Um estudo recentemente publicado na Bélgica concluiu que é possível diminuir o consumo de antibióticos na produção de suínos, sem comprometer a saúde do animal. Os resultados apresentados na faculdade de Ciências Veterinárias da Universidade de Ghent mostraram que uma exploração belga conseguiu reduzir em 52% o consumo destes fármacos.
Este estudo comparativo baseou-se no consumo de antibióticos em explorações de suínos belgas, alemãs, francesas e suecas, e demonstrou que tanto a Alemanha como a Bélgica são os países com maior consumo de antibióticos na produção destes animais.
No sentido de diminuir este consumo, o
Belgian Center of Expertise on Antimicrobial Consumption and Resistance (Amcra) colocou em marcha várias iniciativas, entre as quais o projeto
Red AB. Este projeto, com apoio financeiro de várias organizações agrícolas, tem como objetivo dar formação aos produtores para uma melhor utilização dos antibióticos.
Este projeto está já a ser aplicado numa exploração de suínos na região da Flandres. Para além da utilização de antibióticos, têm sido analisados aspetos como a biossegurança, o estado de saúde e gestão da exploração. As novas implementações efectuadas foram “no sentido de uma utilização reduzida e responsável dos antibióticos, e numa perspetiva de cura e não de prevenção das doenças”.
Os resultados obtidos, após um aconselhamento de cerca de 8 meses aos produtores, revelam que desde o nascimento dos animais até ao seu abate, o consumo de antibióticos diminui em 52%. Para além disso, houve ainda uma melhoria no “número de leitões em desmame por estábulo e por ano (+1,1%), no crescimento diário dos animais (+7,7g/d) e uma redução na mortalidade (-0,6%)”.
Os investigadores puderam então concluir que “uma otimização no maneio da produção, assim como do estado de biossegurança do animal, pode permitir criar animais mais saudáveis, o que por sua vez permite reduzir a utilização de antibióticos”.
Para mais informações, poderá consultar o artigo do estudo através do seguinte link:
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